E me aprego nas paginas, bebo de signos
E me arrepio no fantastico, lindo de estilo
e me arremedo de dor, ermos de flores
E me disolvo ao lunar, ar de acasos
ou me sento ao mundano, planos, anos
ou me adereço a curvas, rugas e gurnas
quinta-feira, 20 de setembro de 2007
quarta-feira, 19 de setembro de 2007
rompe
rompe o ferro, lambea gruta
verga a alma , gria na tumba
cospe no cano, masca o enamo
briga na cama, goza na lama
veste o saco, trepa no casco
se chma de ser, o é, que sou, eueu,,eu..eu..
verga a alma , gria na tumba
cospe no cano, masca o enamo
briga na cama, goza na lama
veste o saco, trepa no casco
se chma de ser, o é, que sou, eueu,,eu..eu..
segunda-feira, 17 de setembro de 2007
antinominal sujeito de versos
mirabolas de retas a causa de tempo , com inusitado de frente = das horas, dos seres , das caras da gente.
grespi
a lingua de luz lambenddo o dorso das ondas da morteestar numa apreensão tática do deliriotransando com metaforasDe brando o tom do meu olho veste a brisa da luzDe bravo a cortina da vida segue o que me conduzA grande espinha do mundo encosta de leve no braçoO grave que arde inventa o canto do laçoO visto da nua pagina esquenta a vida das palavras até forçá-las ao delírio dos nomesA fome de livros aumenta o mingau de sentidos e o longo do grifo agita-se lendoDe ramos a ritos o dito se arranha, há frases que banham de lodo e se esticam.No vão da imagem entopem de rumos, engole o sumo das ambigüidades.O tosco vibra e cisma de corO mofo mexe com a cauda da florSe entre os tímpanos ouço os planosO dia do olho é o cotidianoA cargo de sermos a beira das linhas, embrulho as minhas com rastro silencio.O viver intenso que me absorve espana os males de dores e vicioO inicio das coisas se esfregam nos entes, o dente dos modos incomoda o todo.Bocejo o fogo sem medir o encanto, invento os cantos pra me enredar.
mar e son
mar e son
cume do mundo
O dardo da musica fere o limite e empolga a longevidade da dobra do infinito, que permanece como um corte aberto na nuca do ser e esquenta os adjetivos a maneiras de substancias diluíveis, fluidas e derramam o inusitado pelo corpo do estranho. As aspirações que envergam no corpo do desejo vão fruir de tempos em tempo até o enunciado efervescer como Arte, como vida, como Historia. A vida irá inflamar a Arte e torná-la Historia, mesmo que assim não se possa reconhecê-la.
mar e son
mar e son
trempe
Artista que improvisa e desenrola o tempo para despojar seus latejos poéticos ,
transgride aos valores, meandra o estilo e abocanha com vontade o fato profundo.
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