segunda-feira, 17 de setembro de 2007

grespi

a lingua de luz lambenddo o dorso das ondas da morteestar numa apreensão tática do deliriotransando com metaforasDe brando o tom do meu olho veste a brisa da luzDe bravo a cortina da vida segue o que me conduzA grande espinha do mundo encosta de leve no braçoO grave que arde inventa o canto do laçoO visto da nua pagina esquenta a vida das palavras até forçá-las ao delírio dos nomesA fome de livros aumenta o mingau de sentidos e o longo do grifo agita-se lendoDe ramos a ritos o dito se arranha, há frases que banham de lodo e se esticam.No vão da imagem entopem de rumos, engole o sumo das ambigüidades.O tosco vibra e cisma de corO mofo mexe com a cauda da florSe entre os tímpanos ouço os planosO dia do olho é o cotidianoA cargo de sermos a beira das linhas, embrulho as minhas com rastro silencio.O viver intenso que me absorve espana os males de dores e vicioO inicio das coisas se esfregam nos entes, o dente dos modos incomoda o todo.Bocejo o fogo sem medir o encanto, invento os cantos pra me enredar.

mar e son

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